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Histórico
A descoberta do óxido nitroso é creditada ao cientista inglês Ioseph Priestley, em 1772, embora este não
estivesse ciente das propriedades anestésicas do gás.
O Inicio das experiências com óxido nitroso deu-se em 1795, quando outro cientista Inglês, Humphry Davy,
ainda um assistente de cirurgia com 17 anos, inalou o gás para avaliar a dor de erupção de seu terceiro molar.
Observou, em seus estudos publicados, sensações agradáveis de leveza euforia, extraordinária acuidade
auditiva e diminuição da dor, sintoma estes produzidos pela inalação.
Nos Estados Unidos, nos primeiros anos do século XIX, manifestou-se interesse tanto cientifico quanto popular
pelo óxido nitroso e também pelo éter.
Animadores itinerantes, que se denominavam professores, viajavam pelo país proferindo conferência sobre esses
gases e exibindo-lhes os efeitos. Festas do gás "hilariante" e "brincadeiras etéreas" tornaram-se comuns
entre os estudastes de medicina.
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Em 10 de dezembro de 1844, o cirurgião-dentista Horace Wells assistiu a uma demonstração dos
efeitos do "gás hilariante" em Hartford, Connecticut, feito pelo professor de química Gardner
Colton. A pessoa que se prontificou a inalar o gás, apresentou um quadro de agitação quando
estava sob o efeito, Durante o qual caiu da cadeira e sofreu um ferimento sagrante na perna.
Wells observou que essa pessoa não havia percebido o seu ferimento e, aparentemente, não sentiu
nenhuma dor até que os efeitos do gás terminassem. No dia seguinte, Wells convenceu Dr. Riggs, um
dentista de Hartford a extrair um dos seus próprios dentes sob anestesia com óxido nitroso
administrado por Colton, e alegou não Ter sentido mais que uma picada. Wells, então em 1845,
obteve permissão para exibir sua técnica no Massachusetts General Hospital e administrou óxido
nitroso a um jovem que começou a gritar em altos brados enquanto seu dente era extraido,
provavelmente devido á maneira rudimentar de seu emprego, embora o rapaz tivesse
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Horace Wells
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afirmado mas tarde, não ter sentido dor alguma. Desencorajado pela aparente falha de sua demonstração e pela
recepção hostil, Wells recolheu-de a sua própria clinica e continuou a usar óxido nitroso no decorrer de
1845, época em que seu emprego foi abandonado, e, fatalmente, em 1848, enlouqueceu e se suicidou.
A introdução clinica do éter etílica, pouco depois, atrasou a apreciação dos méritos reais do óxido nitroso
por mais de vinte anos, quando Colton o reintroduziu na prática odontológica.
Em 1988, um total de 87,6% dos odontopediatras e 50% dos clínicos gerais norte-americanos usam oxido nitroso
em suas praticas.
Em 1993, nos Estados Unidos da América (EUA), pelo menos 60.000 consultórios dentários afirmam utilizar
óxido nitroso.
Curiosidades
O Dr. Thomas W. Evans, de Filadéfia, que emigrou para a França em 1847 e era o dentista de Luís Napoleão,
foi responsável pela popularização do óxido nitroso como anestésico nas salas de operações européias. Em
1868, foi para a Inglaterra, dando conferências por toda ilha. Entretanto, a classe médica inglesa,
altamente conservadora, fez várias tentativas para desacreditar a nova anestesia.
Durante os primeiros dias da anestesia, alguns médicos decidiram que poderiam ser administradas
quantidades menores (e mais seguras) de óxido nitroso ao paciente, caso o gás fosse administrado sob pressão.
Para isto, desenharam complicadas câmaras hiperbáricas,como esta Cloche mobile, invenção do Dr. Fontaine, de
Paris, em 1880, que podia ser levada de um hospital para outro, e era suficientemente espaçosa para
administração de gás a dez pacientes.
Bibliografia
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3. MALAMED, S. F. Sedation : A Guide to Patient Management. 2. Ed. St. Louis, C V Mosby, 1989 apud
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5. WINTERS, W.D; NAKAMURA,J. Agentes empregados em anestesia geral e sedação consciente.In: NEIDLE,
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